Tenente-coronel suspeito de matar esposa recebe abraço de PM em presídio; veja
Geraldo Leite Rosa Neto foi preso na quarta-feira (18), por ser suspeito de assassinar Gisele Alves Santana, em um apartamento em SP
Um vídeo obtido pela Jovem Pan mostra o momento em que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, recebe um abraço de um outro policial ao chegar, sem algemas, no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. O episódio aconteceu na quarta-feira (18), quando ele teve a prisão decretada, por ser suspeito de assassinar sua esposa e também PM, Gisele Alves Santana, no mês passado, em um apartamento no bairro do Brás, região central da cidade.
Veja o momento abaixo:
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A prisão do tenente-coronel ocorre após o avanço das investigações, com laudos da Polícia Técnico-Científica, que apontaram inconsistências e descartaram a hipótese de suicídio, indicando que a vítima foi assassinada.
Com base nessas evidências, o oficial passou a ser o principal suspeito do crime.
Hipótese de suicídio descartada
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) anunciou na quarta-feira que descartou a possibilidade de suicídio na morte de Gisele. Além disso, Geraldo Neto teve celulares apreendidos e a quebra de sigilo telefônico autorizada pela Justiça. A SSP afirmou em coletiva que a hipótese de suicídio foi descartada porque as investigações constataram inconsistências entre o disparo da arma e a versão do suspeito. Também afirmaram que já existem evidências de que houve alteração na cena do crime.
Os policiais afirmaram também que não há indícios de que o crime tenha sido premeditado. Geraldo Neto foi preso em ação conjunta da Polícia Civil e Militar. Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual.
Inconsistências na investigação
A investigação da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) identificou sangue da PM na toalha e na bermuda de Geraldo Neto. A apuração também constatou que o corpo da agente foi mexido pela forma como o sangue escorreu.
Inicialmente, Geraldo Neto afirmou que a esposa tirou a própria vida depois de uma discussão na qual ele propôs separação. Em 10 de março, a Justiça de São Paulo determinou que o caso fosse investigado como feminicídio.
A decisão se deu depois de o laudo do Instituto Médico Legal (IML) mostrar lesões no pescoço da PM. A informação sobre o resultado da perícia foi comunicada pelo advogado da família de Gisele Santana, José Miguel da Silva Junior.
“No meu entendimento, com os outros elementos de prova, [as marcas] corroboram para o feminicídio. Esta marca é um fator preponderante, é uma equimose de dedos, como [se tivesse segurado] a pessoa com a mão”, disse o advogado.
Uma reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, mostrou ainda que Gisele Santana pediu ajuda a familiares por meio de mensagens antes de morrer. Parentes também declararam que a PM mudou de comportamento depois do casamento com Geraldo Neto, em 2024. Segundo os relatos, ela teria se afastado e passou a viver sob restrições impostas pelo esposo, incluindo proibições relacionadas ao uso de roupas, maquiagem e contato com outras pessoas.
Depois da morte de Gisele Santana, Geraldo Neto pediu afastamento da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP). Na terça-feira (17), a Corregedoria da corporação pediu a prisão do tenente-coronel à Justiça.
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