Deputado cobra garantias antes de novo pedágio nas BR-324 e BR-116

O deputado federal e candidato à reeleição Jorge Araújo (PP) voltou a cobrar garantias para os usuários das rodovias federais que cortam a Bahia. Desta vez, o parlamentar direcionou as críticas à nova concessão das BR-324 e BR-116, batizada de Rota 2 de Julho, que prevê 12 pórticos eletrônicos de pedágio pelo sistema Free Flow.

O leilão está marcado para 18 de dezembro de 2026, na B3, em São Paulo. A concessão terá duração de 30 anos e abrangerá 653,3 quilômetros das duas rodovias. Segundo a ANTT, o projeto prevê R$ 14,33 bilhões em investimentos, incluindo 306,6 quilômetros de duplicações, faixas adicionais, vias marginais, passarelas, acessos e pontos de ônibus.

Cobrança preocupa deputado

O principal questionamento de Jorge Araújo está relacionado ao cronograma entre o início da cobrança e a execução das obras. Conforme o edital, os 12 pórticos, dois na BR-324 e dez na BR-116, deverão ser implantados no primeiro ano da concessão, enquanto a cobrança poderá começar a partir do sexto mês após a assunção das rodovias pela futura concessionária.

O deputado afirma que o usuário precisa ter clareza sobre quais melhorias estarão efetivamente disponíveis quando começar a pagar.

“Quero saber quais obras estarão prontas antes de o povo começar a pagar”, declarou Jorge, ao defender critérios mais claros para a cobrança e mecanismos de proteção ao motorista em caso de atraso nas obras.

A manifestação foi registrada pelo site Classe Política, que também destacou a preocupação do parlamentar com a experiência anterior dos usuários das rodovias concedidas.

Free Flow substitui praças físicas

O novo modelo não utilizará as tradicionais praças com cancelas. Pelo Free Flow, pórticos instalados ao longo das rodovias identificam os veículos por meio de TAG ou leitura da placa, permitindo a cobrança sem necessidade de parada.

A ANTT estabeleceu tarifa básica de R$ 0,08396 por quilômetro em pista simples e R$ 0,1133 por quilômetro em pista dupla, com valores de referência de janeiro de 2026. A tarifa final dependerá do resultado do leilão e do deságio apresentado pela empresa vencedora.

Investimentos previstos

A nova concessão prevê intervenções ao longo de três décadas, com concentração de R$ 10,52 bilhões nos primeiros oito anos, segundo a ANTT. Entre as obras estão duplicações, faixas adicionais, vias marginais, passarelas e melhorias de acesso e atendimento aos usuários.

Jorge Araújo afirma que não é contrário à modernização das rodovias, mas defende que a cobrança seja acompanhada de fiscalização e cumprimento das obrigações previstas no contrato.

“Bahia precisa de estrada boa. Precisa de duplicação, manutenção, socorro, segurança e fiscalização. O que não dá é para o povo pagar primeiro e receber depois”, afirmou.

Fonte: Clique aqui

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