Rafael Fonteles, Camilo Santana, João Campos e outros nomes são cotados para ministérios
A formação do quarto governo de Lula da Silva (PT) já movimenta os bastidores de Brasília. Menos de uma semana após a reeleição, diferentes nomes passaram a ser apontados como possíveis integrantes da nova Esplanada dos Ministérios, em uma composição que deverá reunir aliados da campanha, representantes de partidos próximos e quadros técnicos.
Entre os cotados estão o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), o senador Camilo Santana (PT-CE), o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o deputado André Janones (Rede-MG) e o ex-ministro Fernando Haddad. Também aparece na lista o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido pela atuação contra o PCC.
As indicações ainda são especulações de bastidores. Não há confirmação oficial sobre os futuros ministros, e a definição dependerá das negociações conduzidas pelo presidente com partidos e aliados.
Fazenda e Casa Civil concentram as principais disputas
Rafael Fonteles é mencionado para o Ministério da Fazenda. Com formação em Matemática e mestrado em Economia Matemática, o governador ganhou projeção nacional durante o segundo turno, quando participou da articulação política e da mobilização da campanha. Para assumir a pasta, porém, precisaria deixar o governo do Piauí.
Outro nome associado à área econômica é Geraldo Alckmin, que também pode permanecer em uma função ligada ao desenvolvimento e à indústria. A escolha terá peso nas sinalizações do governo ao mercado financeiro, especialmente diante das cobranças por equilíbrio das contas públicas.
Na disputa pela Casa Civil, Camilo Santana aparece entre os principais cotados. Ex-ministro da Educação e atualmente senador, ele ampliou sua influência junto a Lula durante a campanha. Fernando Haddad, que também chegou a ser apontado para o cargo, passou a ser relacionado ao Ministério das Relações Exteriores ou a outras funções de articulação no governo.
Segurança Pública pode ganhar ministério próprio
Uma das mudanças em discussão é a criação do Ministério da Segurança Pública, promessa de campanha de Lula. O promotor Lincoln Gakiya, reconhecido por sua atuação no combate ao PCC, está entre os nomes lembrados para comandar a eventual pasta. Camilo Santana também é citado como possibilidade para a área.
A criação do ministério, entretanto, depende de mudanças na estrutura do Executivo e da tramitação da PEC da Segurança Pública no Congresso. A proposta é ampliar a participação do governo federal no enfrentamento ao crime organizado.
João Campos e Janones também aparecem na lista
Sem mandato após perder a disputa pelo governo de Pernambuco, João Campos é apontado como possível integrante do novo governo. Presidente nacional do PSB, ele pode representar o partido na Esplanada, embora ainda não exista definição sobre qual ministério poderia ocupar. A pasta da Ciência e Tecnologia é mencionada como uma possibilidade nas articulações.
Já André Janones ganhou projeção pela mobilização digital durante a campanha de reeleição. O deputado, responsável pelo canal de WhatsApp Exército do Lula, que chegou a reunir mais de 10 milhões de participantes, é cotado para a Secretaria de Comunicação Social ou a Secretaria-Geral da Presidência. O parlamentar, no entanto, já afirmou que não recebeu convite e considera permanecer na Câmara.
Defesa e comandos militares também podem mudar
Na área da Defesa, o atual ministro José Múcio Monteiro é apontado como provável saída do cargo. Também são esperadas mudanças nos comandos das Forças Armadas a partir de janeiro de 2027. O general Tomás Paiva, atual comandante do Exército, aparece como possível nome para assumir o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Outros aliados derrotados nas eleições, como Gleisi Hoffmann, também podem ser acomodados na nova estrutura. Ao mesmo tempo, ministros bem avaliados pelo presidente poderão permanecer, ainda que em funções diferentes.
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