“Quer ser governador para humilhar as pessoas?”
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a rebater neste sábado (6) declarações do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo estadual, ACM Neto (União Brasil), ampliando o embate político entre situação e oposição a pouco mais de quatro meses das eleições de 2026.
Durante agenda pública no interior do estado, Jerônimo questionou as motivações do adversário para disputar o comando do Palácio de Ondina. A reação ocorreu após ACM Neto afirmar, em evento político realizado nesta semana, que pretende apresentar exemplos de áreas como segurança pública e saúde de outros estados para, segundo suas palavras, “humilhar Jerônimo”.
Ao comentar a declaração, o governador disse que a política não deve ser utilizada como instrumento de ataque pessoal e criticou o tom adotado pelo principal adversário na disputa eleitoral.
“Você imagina uma pessoa que quer se candidatar, quer ser governador para humilhar as pessoas? O papel dele é esse? Eu quero me eleger só para humilhar as pessoas?”, questionou o chefe do Executivo baiano.
Jerônimo também comparou a atividade política a um ambiente de competição que exige respeito às regras e aos adversários. Segundo ele, mesmo em momentos de forte divergência, a convivência democrática deve prevalecer.
“O senhor não pode sair descumprindo regras só porque é uma luta. Não dá para matar uma pessoa, humilhar uma pessoa em um tatame. A política também tem um tatame de respeito. E mesmo a oposição merece respeito”, declarou.
O episódio tem gerado repercussão no cenário político baiano desde a última quarta-feira, quando a declaração de ACM Neto passou a ser explorada por integrantes da base governista. Desde então, Jerônimo tem abordado o tema em diferentes compromissos públicos.
Além do governador, lideranças aliadas também entraram no debate. O senador Otto Alencar (PSD) e o senador Jaques Wagner (PT) manifestaram críticas ao posicionamento do ex-prefeito. Já o ministro da Casa Civil, Rui Costa, classificou as declarações como reflexo de uma visão preconceituosa em relação à trajetória pessoal e política de Jerônimo Rodrigues.
O embate evidencia o clima de polarização que começa a marcar a corrida pelo governo da Bahia. De um lado, Jerônimo busca a reeleição apoiado pela estrutura governista construída ao longo de quase duas décadas de administrações petistas no estado. Do outro, ACM Neto retoma o protagonismo da oposição.
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