maioria confia nas urnas eletrônicas, mas desconfiança ainda atinge 43% dos brasileiros

A mais recente pesquisa da Genial/Quaest, divulgada neste último domingo (15), aponta que 53% dos brasileiros afirmam confiar nas urnas eletrônicas, enquanto 43% dizem não confiar no atual sistema de votação utilizado nas eleições do país.

O levantamento, realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro de 2026, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Confiança nas urnas varia por região

Os dados revelam que a confiança nas urnas eletrônicas não é homogênea em todo o país. No Nordeste, 59% dos entrevistados declararam confiar no sistema eleitoral, enquanto 37% afirmaram não confiar.

No Sudeste, 54% disseram confiar nas urnas, contra 42% que demonstraram desconfiança. Já nas regiões Sul e Centro-Oeste, o cenário é de empate técnico entre os que confiam e os que não confiam, evidenciando maior polarização nessas áreas.

Ideologia pesa na percepção sobre o sistema eleitoral

A pesquisa também mostra que a confiança nas urnas eletrônicas está fortemente ligada ao posicionamento político-ideológico dos entrevistados.

Entre eleitores que se declaram bolsonaristas, 77% afirmam não confiar no sistema de votação. No grupo de eleitores de direita que não se identificam como bolsonaristas, 65% também demonstram desconfiança, enquanto 30% dizem confiar.

Por outro lado, entre eleitores de esquerda que não se declaram lulistas, 82% afirmam confiar nas urnas eletrônicas, contra 15% que dizem não confiar. Já entre os lulistas, 78% declaram confiança no sistema, enquanto 20% demonstram desconfiança.

Debate sobre urnas eletrônicas segue no centro da política

Os números reforçam que o debate sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas permanece no centro do cenário político nacional. A percepção pública sobre o sistema eleitoral segue marcada por forte polarização, refletindo a divisão ideológica que caracteriza o ambiente político brasileiro nos últimos anos.

Com a aproximação de novos ciclos eleitorais, o tema tende a ganhar ainda mais espaço no debate público, sobretudo nas discussões envolvendo transparência, segurança do voto e confiança nas instituições.

Fonte: Clique aqui

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