Parlamentares participam de ato ‘Fora Moraes’ em Salvador e cobra prisão de ministro

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) participou, na sexta-feira (4) de uma manifestação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Jardim de Alah, em Salvador. O ato, batizado de “Fora Moraes”, reuniu apoiadores da direita e teve buzinaço e faixas com críticas ao ministro e ao governo do presidente Lula da Silva (PT).

Também participaram da mobilização o vereador de Salvador Cézar Leite, candidato a deputado estadual, além dos candidatos à Assembleia Legislativa da Bahia Rocheane Rocha e Davy Jackson. 

A manifestação ocorreu poucos dias depois de Leandro protocolar, no STF, uma petição relacionada ao ministro. Na terça-feira, 1º, o parlamentar pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a possibilidade de requerer a prisão preventiva de Moraes, após a divulgação de novos elementos relacionados às investigações do Banco Master.

Pedido encaminhado a André Mendonça

A manifestação apresentada pelo deputado foi encaminhada ao ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao caso. No documento, Leandro solicita que os fatos sejam submetidos à análise da PGR, que poderá avaliar eventual investigação e a adoção de medidas cautelares.

Segundo informações divulgadas sobre a petição, o parlamentar também mencionou dados obtidos a partir da análise do celular apreendido com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O relatório citado no pedido aponta cerca de 187 interações associadas a um contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, além de referências a encontros e mensagens de visualização única.

Leandro também indicou, como alternativas à prisão preventiva, medidas como eventual afastamento cautelar, restrição de contato com investigados, apreensão de dispositivos eletrônicos e suspensão do passaporte.

Caso Banco Master 

A manifestação do deputado ocorre em meio a novos desdobramentos envolvendo o Banco Master e integrantes de instituições que participam das investigações.

Na sexta, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos em prazo de cinco dias úteis sobre questões relacionadas ao caso.

O episódio elevou a pressão política em torno das investigações e passou a ser explorado por grupos de oposição ao governo federal e críticos da atuação de Moraes.ndro reforça uma estratégia de oposição ao ministro que já havia sido formalizada pelo parlamentar no STF. O deputado sustenta que os fatos relacionados ao caso Banco Master devem ser apurados pelas instituições competentes, sem distinção entre autoridades e demais investigados.

Fonte: Clique aqui

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