Janela partidária redesenha cenário político na Bahia com migrações estratégicas para pleito de outubro

A janela partidária já provoca impactos concretos no cenário político da Bahia, com uma série de mudanças de legenda que começam a redesenhar as estratégias para as eleições de 2026. O movimento, permitido pela legislação eleitoral por um período limitado, tem impulsionado a migração de lideranças em busca de maior competitividade.

Entre os principais destaques está o senador Angelo Coronel (Republicanos), que oficializou sua filiação ao Republicanos, reposicionando-se politicamente no grupo ligado a ACM Neto (União Brasil). A movimentação incluiu também seus filhos, ampliando a presença familiar no novo partido.

O Republicanos ainda recebeu o deputado federal Leo Prates, que deixou o PDT após a mudança de alinhamento da sigla no estado. Outro nome que deixou o partido trabalhista foi Emerson Penalva, com destino ainda em definição dentro do campo oposicionista.

Já o PSD se consolida como outro polo de atração. O ex-deputado federal Bebeto Galvão, após mais de duas décadas no PSB, migrou para a sigla, acompanhado por lideranças como Raimundo da Pesca e Adriano Lima. Também reforçam o partido o deputado estadual Niltinho e a deputada estadual Ludmilla Fiscina.

No campo governista, a deputada federal Elisângela Araújo deixou o PT e se filiou ao PSB, mantendo o projeto de disputar a reeleição. A legenda também recebeu Vitor Bonfim e Mário Negromonte Júnior, ampliando sua estrutura para a próxima disputa.

O Avante aparece como um dos principais beneficiados da janela partidária na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Parlamentares como Vitor Azevedo, Laerte do Vando e Felipe Duarte oficializaram filiação à legenda, fortalecendo sua bancada e ampliando influência no Legislativo.

Outras movimentações também chamam atenção, como a ida de Alexandre Aleluia para o Novo e a reorganização de nomes ligados ao PL, como Samuel Júnior e Paulo Câmara, que devem buscar a reeleição. Já no PV, passam a atuar Eduardo Salles, Antonio Henrique Júnior e Fabíola Mansur.

Nos bastidores, ainda há incertezas envolvendo lideranças como Hassan, que mantém interlocução com diferentes grupos políticos, refletindo o cenário de transição e disputa por espaço.

A janela partidária, que permite a troca de partido sem perda de mandato para cargos proporcionais, segue até o dia 5 de abril. A expectativa é de que novas movimentações ocorram até o encerramento do prazo, consolidando alianças e definindo o posicionamento das principais forças políticas da Bahia para 2026.

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