Tereza Cristina quer presidir o Senado e vê ambiente para impeachment de ministros do STF

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta segunda-feira (12) que pretende disputar a presidência do Senado Federal e que gostaria de se tornar a primeira mulher a comandar a Casa. Em entrevista à GloboNews, ela disse que já conversou sobre a sucessão com o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com outros parlamentares.

A senadora afirmou que deseja deixar um legado para as mulheres, mas ponderou que a disputa ainda depende das articulações políticas e do resultado da eleição presidencial. Ela também mantém conversas com Rogério Marinho (PL-RN), que tem interesse na presidência da Casa e atua na coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

Tereza Cristina não descartou a possibilidade de disputar o cargo contra Alcolumbre. Segundo ela, já manifestou ao atual presidente o desejo de sucedê-lo, mas ainda não houve uma definição sobre como será conduzida a eleição interna.

Senadora vê espaço para impeachment de ministros do STF

A parlamentar também afirmou enxergar ambiente político para discutir pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de 2027. Segundo ela, a atuação da Corte e os limites entre os Poderes ganharam espaço no debate eleitoral, e os senadores eleitos serão cobrados a examinar os fatos relacionados ao tribunal.

Tereza Cristina ponderou, porém, que o tema não deve ser a única prioridade da próxima legislatura. Para ela, a discussão precisa ocorrer de maneira responsável e considerar as atribuições constitucionais do Congresso, do Judiciário e do Executivo. 

Oposição pretende apresentar emendas à escala 6×1

A senadora também comentou a proposta de emenda à Constituição que prevê mudanças na escala de trabalho 6×1. Ela afirmou que pretende apresentar emendas ao texto e questionou a inclusão de regras específicas sobre jornadas de trabalho diretamente na Constituição.

A discussão envolve a proposta de redução da jornada semanal e ampliação do descanso dos trabalhadores. Alterações no texto podem exigir nova análise pela Câmara dos Deputados, dependendo do conteúdo aprovado pelo Senado.

A eleição para a presidência do Senado ocorrerá em fevereiro de 2027, quando os parlamentares escolherão a nova Mesa Diretora. As articulações devem avançar conforme a composição política da próxima legislatura e o resultado da disputa presidencial.

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