Usuários de trens mudam rotina por causa da greve da CPTM – Simões Filho Mapele News

A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em São Paulo e a parada parcial das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta quarta-feira (5) forçaram os usuários do transporte público a reconfigurar suas rotinas para chegar a tempo ao trabalho e a outros compromissos. 

É o caso de Giovanna Miranda, gerente de um condomínio na Berrini, zona oeste da capital paulista. A profissional informou à Agência Brasil que o trajeto de carro de sua residência até o escritório, normalmente, dura 25 minutos. Na terça-feira (4), data da inicialização da greve, ela gastou 45 minutos para chegar ao local. O retorno também foi complexo, o que a fez perder uma aula online.

“Perdi uma reunião pela manhã e precisei adiar vários compromissos. Com isso, os colaboradores acumularam tarefas e as pessoas tiveram que se demorar mais”, afirmou.

Outro profissional impactado foi a cuidadora Alessandra Zuncare. Ela decidiu sair de casa uma hora antes do usual para chegar a Santana, bairro da zona norte da cidade, além de enfrentar superlotação na linha 3-Vermelha. “Acordei mais cedo para consultar o noticiário e verificar quais linhas estavam operando”, contou.

Home office

Algumas empresas optaram por dispensar os funcionários do trabalho presencial em razão da greve. Na seguradora onde Janaína dos Reis atua, adotou-se o modelo que dispensa os colaboradores de comparecer ao escritório e permite o trabalho remoto em caso de greve no transporte público, dada a dificuldade de deslocamento.

“Em greves anteriores, posso confirmar que tanto o deslocamento de ida quanto o de volta é muito complicado. As filas para entrar no metrô são longas. Havia um momento em que o trem estava tão cheio que, ao fechar as portas do vagão, eu fiquei na beira da plataforma. Qualquer movimento de alguém atrás de mim poderia ter me feito cair”, relatou.

Congestionamento

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) destacou que a paralisação das linhas de trem gerou mais de 750 quilômetros de tráfego parado nesta quarta-feira (5) em toda a cidade. O congestionamento foi mais intenso na zona sul, com 243 km de tráfego denso. Na terça-feira, o tráfego veicular atingiu mais de 2 mil quilômetros de engarrafamento.

Greve

Sindicato, governo estadual e CPTM realizam audiência de conciliação nesta quarta-feira para decidir sobre a continuidade da greve. Os trabalhadores decidiram manter o movimento em assembleia ontem (4).

A categoria busca garantias formais para a manutenção dos empregados que atuam diretamente nas linhas 11, 12 e 13 – concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior


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