Terremotos na Venezuela mobilizam líderes mundiais e levam Lula e Trump a oferecer ajuda

A tragédia provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela mobilizou governos de diferentes continentes e gerou uma ampla corrente internacional de solidariedade. Entre os líderes que se pronunciaram estão o presidente Lula da Silva (PT), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de chefes de Estado da América Latina, Europa, Ásia e organismos multilaterais.

Em mensagem divulgada nas redes sociais, Lula afirmou estar consternado com a situação enfrentada pelo país vizinho e informou que determinou ao Ministério das Relações Exteriores o acompanhamento permanente da crise por meio da Embaixada do Brasil em Caracas.

Segundo o presidente brasileiro, o governo está avaliando medidas de assistência humanitária e apoio à recuperação das áreas afetadas. Lula também reafirmou a disposição do Brasil em colaborar com a gestão da presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.

O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas da tragédia. O Itamaraty também disponibilizou canais de emergência para cidadãos que permanecem em território venezuelano.

Nos Estados Unidos, Donald Trump manifestou solidariedade ao povo venezuelano e garantiu que seu governo participará dos esforços de ajuda internacional. Em publicação, o presidente afirmou que os primeiros relatos da situação são preocupantes e prometeu apoio às regiões atingidas.

A resposta norte-americana foi detalhada posteriormente pelo Departamento de Estado. O governo confirmou o envio de equipes especializadas em busca e resgate, suprimentos médicos, ajuda humanitária e recursos logísticos para auxiliar as autoridades locais nos primeiros dias após o desastre.

O secretário de Estado, Marco Rubio, informou que uma força-tarefa já foi mobilizada para coordenar a operação emergencial. A iniciativa conta ainda com especialistas em assistência humanitária e gestão de crises.

A mobilização internacional também ganhou força na América Latina. O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, anunciou o envio de 300 socorristas, paramédicos e 50 toneladas de equipamentos e medicamentos para Caracas.

Já o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou que seu país está preparado para prestar toda a assistência necessária às famílias afetadas. A República Dominicana também confirmou o envio de equipes militares especializadas em busca, resgate e atendimento emergencial.

No Equador, o presidente Daniel Noboa colocou ajuda humanitária à disposição da Venezuela e destacou que a solidariedade deve prevalecer em momentos de tragédia. A Argentina, por sua vez, divulgou nota oficial de apoio ao povo venezuelano e colocou sua estrutura diplomática à disposição para eventuais necessidades.

Outros países da região, como Peru, Honduras, Costa Rica, Uruguai, México e Colômbia, também emitiram mensagens de solidariedade e acompanharão os desdobramentos da crise.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, informou que seu governo já prepara o envio de equipes especializadas em saúde e resgate, após solicitação das autoridades venezuelanas.

O apoio internacional também veio da Europa e da Ásia. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, manifestou solidariedade ao povo venezuelano, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia acompanha a situação e está pronta para colaborar.

Na Ásia, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, enviaram mensagens de condolências e apoio às vítimas. Organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas, também acompanham os impactos do desastre.

Os terremotos atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) e provocaram danos significativos em Caracas e em diversos estados do país. Autoridades venezuelanas seguem mobilizadas para o resgate de vítimas, avaliação estrutural de edifícios e atendimento às populações afetadas.

Diante da dimensão da tragédia, a expectativa é que a cooperação internacional tenha papel decisivo nos esforços de reconstrução e assistência humanitária.

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