Secretário de Defesa dos EUA diz que Trump definirá “termos de rendição” do Irã
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o governo norte-americano pretende estabelecer os termos de uma eventual rendição do Irã, reforçando o tom duro adotado pela Casa Branca diante da escalada de tensões com o regime de Teerã.
A declaração foi feita em entrevista exibida no programa “60 Minutes”, da emissora CBS, no domingo. Segundo Hegseth, caberá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), definir as condições finais de qualquer capitulação iraniana.
“Estamos lutando para vencer. Isso significa que nós definimos as condições”, afirmou o chefe do Pentágono.
“Rendição incondicional”, diz Trump
A posição reforça declarações feitas por Donald Trump na semana passada, quando o presidente norte-americano afirmou que não haverá acordo com o Irã, a menos que o país aceite uma “rendição incondicional”.
Questionado sobre o significado da expressão, Hegseth afirmou que o objetivo dos Estados Unidos é enfraquecer o Irã a ponto de torná-lo incapaz de continuar qualquer confronto militar.
Segundo ele, chegará um momento em que o país não terá alternativa além de aceitar os termos impostos por Washington.
Formas de rendição podem variar
Durante a entrevista, o secretário de Defesa afirmou que a rendição pode assumir diferentes formatos diplomáticos ou militares, incluindo negociações diretas ou outras formas de capitulação política.
Ainda assim, ele deixou claro que a decisão final caberá exclusivamente ao presidente americano.
“Quer eles admitam ou não, quer o orgulho permita dizer isso em voz alta ou não, será o presidente Trump quem definirá as regras”, afirmou Hegseth.
Escalada na tensão internacional
As declarações ampliam o clima de pressão sobre o governo do Irã e reforçam a estratégia da administração Trump de endurecer a postura diante do regime iraniano.
Especialistas em política internacional avaliam que o discurso de “rendição incondicional” eleva o tom do confronto diplomático e pode dificultar negociações futuras, aumentando a instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
Nos bastidores diplomáticos, governos europeus acompanham com cautela o endurecimento da retórica entre Washington e Teerã, temendo que a crise possa evoluir para um conflito de maior escala na região.
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