Governo de Israel acusa grupo palestino de violar trégua após ofensiva aérea

Israel afirmou neste sábado que matou Raad Saad, apontado como chefe da produção de armas da ala militar do Hamas, durante um ataque aéreo contra um veículo na Faixa de Gaza. Segundo o governo israelense, a ação foi uma resposta direta à detonação de um artefato explosivo que feriu soldados das Forças de Defesa de Israel em área próxima à Linha Amarela, zona de separação estabelecida após o cessar-fogo.

Em declaração conjunta, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, classificaram a operação como a mais relevante contra um oficial de alto escalão do Hamas desde a entrada em vigor da trégua, iniciada em 10 de outubro. De acordo com Israel, Saad era um dos responsáveis pela estrutura de armamentos do grupo e atuava para reconstruir capacidades militares mesmo sob o acordo de cessar-fogo.

Autoridades israelenses descrevem Saad como um dos articuladores do ataque de 7 de outubro de 2023, que deu início à guerra em Gaza. O Exército sustenta que ele comandava a sede de produção de armas do Hamas e liderava o fortalecimento operacional da organização, o que, na visão de Tel Aviv, configuraria uma violação direta dos termos da trégua.

O ataque ocorreu no distrito de Tel al-Hawa, no sudoeste da Cidade de Gaza. Autoridades locais informaram que um veículo civil do tipo jipe foi atingido por mísseis, resultando na morte de cinco pessoas e deixando ao menos 25 feridos. Corpos carbonizados foram encaminhados ao hospital Al-Shifa, que confirmou o número de vítimas. Até o momento, o Hamas não confirmou oficialmente se Saad estava entre os mortos.

Mais cedo, o Exército israelense informou que dois soldados da reserva sofreram ferimentos leves após a explosão de um artefato durante uma operação de limpeza de infraestrutura considerada terrorista no sul de Gaza. O episódio teria motivado a ofensiva aérea.

O Hamas, por sua vez, condenou o ataque e acusou Israel de romper o cessar-fogo, mas evitou anunciar retaliação imediata. Autoridades de saúde palestinas afirmam que centenas de pessoas já morreram em ataques israelenses desde o início da trégua, enquanto Israel sustenta que três de seus soldados foram mortos no mesmo período.

A ofensiva reacende as tensões em torno de um cessar-fogo considerado frágil e amplia as incertezas sobre a continuidade do acordo, em meio a acusações mútuas de violações e à manutenção do controle israelense sobre grande parte do território de Gaza.

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