Geddel reage a Jerônimo, pressiona por espaço e crise na vice expõe fragilidade do PT na Bahia

O ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a subir o tom no cenário político baiano ao reagir, nesta quinta-feira (26), à declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre a indefinição da chapa majoritária para 2026.

Em coletiva, Jerônimo afirmou que ainda não há prazo para anunciar o nome do vice, alegando prioridade na montagem das chapas proporcionais. A fala, no entanto, irritou setores do MDB, que cobram respeito ao espaço ocupado pelo partido no governo.

Recado direto e pressão pública

A resposta veio de forma pública. Em comentário no Instagram do portal Bahia.ba, Geddel mandou um recado direto:

“É um direito do governador estabelecer seus prazos e suas conveniências, como sei que ele reconhece que é um direito nosso estabelecer nossos prazos e nossas conveniências. Nosso tempo está chegando.”

Nos bastidores, a leitura é de que o MDB começa a preparar o terreno para endurecer a negociação, ou até rever sua permanência na base.

Geraldo Júnior vira símbolo da crise

O centro do impasse é o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), cuja permanência na chapa é defendida pelo partido, mas colocada em dúvida dentro do próprio grupo governista.

A demora na definição tem sido interpretada como desgaste político para Geraldo Júnior e sinal de enfraquecimento do MDB dentro da coalizão.

ACM Neto entra no jogo e amplia pressão

Do outro lado, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) aproveitou o momento para tensionar ainda mais o cenário.

Em entrevista à Rádio Metrópole, nesta quinta-feira, Neto elogiou o MDB e afirmou que o tratamento dado a Geraldo Júnior dentro do governo petista é “injusto”.

A declaração foi vista como uma tentativa clara de atrair o MDB ou, ao menos, aprofundar a crise na base de Jerônimo.

Base rachada e risco eleitoral

A indefinição sobre a vice ocorre em um momento delicado para o governo Jerônimo, que já enfrenta desgaste após anos de domínio político do PT na Bahia.

A avaliação interna é de que uma eventual saída do MDB pode comprometer seriamente o projeto de reeleição do PT no estado, enfraquecendo alianças e reduzindo capilaridade política no interior.

Fonte: Clique aqui

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