Escândalo do Banco Master chega ao Senado com pedido de CPI contra ministros do STF
A pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novo capítulo nesta segunda-feira (9). O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou no Senado Federal do Brasil um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas ligações entre ministros da Corte e o Banco Master.
O requerimento já nasce com 35 assinaturas, oito a mais do que o mínimo necessário de 27 senadores, e inclui nomes de peso da oposição e de diferentes partidos.
Entre os signatários estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, o líder da oposição no Senado Rogério Marinho (PL-RN) e o ex-juiz da Lava Jato e senador Sergio Moro (União Brasil-PR).
Investigação mira ministros do STF
O foco da CPI é investigar possíveis vínculos entre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.
Nas redes sociais, Alessandro Vieira afirmou que a criação da comissão seria essencial para restaurar a confiança nas instituições.
“O Brasil só será uma verdadeira república democrática quando todos estiverem submetidos ao mesmo rigor da lei”, declarou o senador ao defender a investigação.
Resistência no comando do Senado
Apesar de já existirem dois pedidos de CPI com assinaturas suficientes, um no Senado e outro para uma comissão mista, a decisão de instalar as investigações depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Segundo parlamentares, Alcolumbre tem resistido à pressão para abrir a investigação. Nos bastidores, a avaliação é que o tema pode provocar forte desgaste político em pleno ano eleitoral, atingindo partidos de diferentes espectros.
Como estratégia para ganhar tempo, o comando do Senado teria reduzido o ritmo das atividades e evitado sessões conjuntas do Congresso.
Novas frentes de investigação
Mesmo com a resistência da presidência da Casa, senadores articulam outras formas de avançar nas apurações relacionadas ao Banco Master.
Entre elas estão investigações na CPI do INSS, um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e também a CPI do Crime Organizado, da qual Alessandro Vieira atua como relator.
A pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes aumentou após a divulgação de documentos obtidos pela Polícia Federal do Brasil e encaminhados à CPI do INSS.
As informações incluem mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro que indicariam contato com Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro do ano passado. O ministro nega qualquer irregularidade.
Caso envolve também Dias Toffoli
Outro ponto sensível da investigação envolve o ministro Dias Toffoli. O magistrado deixou a relatoria de um dos processos relacionados ao caso após pressões políticas.
Reportagens revelaram conexões entre o ministro, o resort Tayayá Aqua Resort e empresas ligadas ao Banco Master.
A Polícia Federal agora investiga possíveis crimes financeiros em fundos associados ao empreendimento, incluindo análise de quebras de sigilo e rastreamento de movimentações financeiras.
Senadores que apoiam a CPI
Entre os parlamentares que assinaram o pedido estão:
Alessandro Vieira (MDB-SE)
Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Marcos Pontes (PL-SP)
Eduardo Girão (Novo-CE)
Magno Malta (PL-ES)
Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Sergio Moro (União-PR)
Esperidião Amin (PP-SC)
Carlos Portinho (PL-RJ)
Styvenson Valentim (PSDB-RN)
Márcio Bittar (PL-AC)
Plínio Valério (PSDB-AM)
Jaime Bagattoli (PL-RO)
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
Damares Alves (Republicanos-DF)
Cleitinho (Republicanos-MG)
Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
Jorge Kajuru (PSB-GO)
Margareth Buzetti (PP-MT)
Alan Rick (Republicanos-AC)
Wilder Morais (PL-GO)
Izalci Lucas (PL-DF)
Mara Gabrilli (PSD-SP)
Marcos do Val (Podemos-ES)
Rogério Marinho (PL-RN)
Flávio Arns (PSB-PR)
Laércio Oliveira (PP-SE)
Dr. Hiran (PP-RR)
Nelsinho Trad (PSD-MS)
Marcos Rogério (PL-RO)
Wellington Fagundes (PL-MT)
Carlos Viana (Podemos-MG)
Efraim Filho (União Brasil-PB)
Tereza Cristina (PP-MS)
A possível instalação da CPI promete aprofundar o embate entre Congresso, STF e setores do sistema financeiro, ampliando a tensão política em Brasília nas próximas semanas.
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