Deputado vai à Justiça para derrubar “gratificação faroeste” no Rio
A validade da chamada “gratificação faroeste” no estado do Rio de Janeiro, que bonifica policiais que “neutralizam criminosos”, foi parar na Justiça.
O deputado estadual Carlos Minc (PSB) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o artigo 21 da Lei Estadual nº 11.003/2025.
A lei trata da restruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil e foi aprovada em 22 de outubro de 2025.
Durante a tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), enquanto projeto de lei, ganhou uma emenda que determina a premiação com até 150% do salário policiais que tenham se destacado, entre outras ações, pela “neutralização de criminosos”.
Neutralização é o termo que o governo do estado usa nos comunicados à imprensa para se referir à morte de suspeitos em operações policiais.
A inclusão do artigo que criou a gratificação faroeste foi criticada por organizações ligadas à defesa dos direitos humanos, por ser considerada um incentivo à letalidade policial.
A Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) consideram o texto inconstitucional.
Após a aprovação na Alerj, o governador Cláudio Castro chegou a vetar o artigo 21. Mas a justificativa foi orçamentária.
Para Castro, o veto se fez necessário porque a medida criava despesas. “O veto busca garantir o equilíbrio das contas públicas e o cumprimento das normas que asseguram a boa gestão dos recursos do estado”, defendeu o governador à época.
Derrubada do veto
No entanto, no último dia 18, os deputados da Alerj decidiram pela derrubada do veto do governador, ou seja, fazer valer a gratificação faroeste.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi ingressada na noite de sexta-feira (26), dia em que a derrubada do veto constou no Diário Oficial do Estado.
O processo foi distribuído, por sorteio, ao desembargador Andre Emilio Ribeiro Von Melentovytch.
O deputado Carlos Minc chama a gratificação de “insana” e “extermínio recompensado”. Além da questão orçamentária, o processo aponta um estudo que associa a gratificação a casos de execução.
“Há 20 anos, eu derrubei, por lei, a gratificação faroeste, com base em um estudo coordenado pelo [sociólogo] Ignacio Cano, que mostrou que nos três anos de vigência, de 3,2 mil casos de mortes em confronto, 65% foram execuções”, disse à Agência Brasil.
A prática esteve em vigor no Rio de Janeiro de 1995 a 1998 e foi suspensa pela própria Alerj por conta de denúncias de extermínio.
novembro 3, 2025Campanha Nacional de mobilização da CEPIA acontece nos dias 4... - Leia Mais...
agosto 1, 2026PCB aprova candidatura de Edmilson Costa à presidência da República - Leia Mais...
junho 29, 2026Estudantes utilizam pimenta e alho para produzir inseticida ecológico |... - Leia Mais...
setembro 29, 2026Escolhido para representar o Brasil no Oscar 2027, filme “Feito... - Leia Mais...
março 10, 2026Real Time Big Data divulga nova pesquisa para o governo... - Leia Mais...
janeiro 19, 2026Governo da Bahia, por meio da Sedur, investe R$ 91,9... - Leia Mais...
novembro 27, 2025Prisão de militares revela amadurecimento democrático, diz historiador - Leia Mais...
outubro 10, 2025CINE HORROR chega à 10ª edição com programação especial em... - Leia Mais...
novembro 24, 2025Caso Catarina Kasten: o que se sabe sobre assassinato de... - Leia Mais...
abril 8, 2026Itagibá supera metas nos índices de alfabetização infantil - Leia Mais...
fevereiro 6, 2026Influenciador dono do bordão ‘Sexta-feira, papai’ é encontrado morto em... - Leia Mais...
junho 16, 2026Financiamento da Educação mobiliza gestores e fortalece regime de colaboração... - Leia Mais...











