Após deixar o PSD, Angelo Coronel avalia PP, União Brasil e PSDB e fixa prazo para decidir novo partido

Após anunciar sua saída do PSD, o senador Angelo Coronel revelou que três legendas despontam como principais opções para abrigar seu grupo político: PP, União Brasil e PSDB. A declaração foi feita em entrevista à Rádio Baiana, na noite desta terça-feira (3), quando o parlamentar confirmou ter recebido convites formais e estabeleceu o prazo de 30 de março para a decisão final.

Segundo Coronel, as conversas estão em estágio avançado e envolvem tanto lideranças estaduais quanto nacionais. O senador destacou o convite do PP, articulado pela direção baiana da sigla e também pela cúpula nacional, além das portas abertas no União Brasil e no PSDB. A escolha, no entanto, será feita de forma cautelosa.

Ao comentar o rompimento com o antigo partido, Coronel afirmou que sofreu um “atropelo” político ao ser excluído da chapa governista, mas ressaltou que não pretende agir com pressa. Para ele, o momento exige serenidade e diálogo para evitar desgastes desnecessários. “Não posso atropelar ninguém. Preciso sair com tranquilidade”, pontuou.

O senador também sinalizou que avalia a estrutura interna das legendas antes de bater o martelo. No caso do PSDB, mencionou a análise do quadro de filiados e das condições partidárias, indicando que a organização e o potencial de crescimento da sigla no estado pesam na decisão.

Apesar do desgaste político recente, Coronel demonstrou entusiasmo com a nova fase. Ele classificou o momento como uma oportunidade de renovação e deixou claro que o principal objetivo da movimentação é fortalecer seu projeto eleitoral. A meta inclui não apenas a própria reeleição ao Senado, mas também a eleição e reeleição de aliados próximos, entre eles filhos e integrantes do seu grupo político.

A possível filiação de Angelo Coronel tem impacto direto no cenário eleitoral da Bahia. O senador é visto como um ativo estratégico para a oposição em 2026. O PP oferece capilaridade nacional e força regional; o União Brasil representa uma integração direta ao principal projeto oposicionista no estado; já o PSDB pode garantir protagonismo e liderança em um processo de reconstrução partidária.

Com a decisão prevista para as próximas semanas, o movimento de Coronel tende a redefinir alianças e reorganizar o tabuleiro político baiano. Fora da base governista, o senador passa a ocupar posição central nas articulações da oposição, tornando-se um dos nomes mais disputados do cenário pré-eleitoral.

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