Jerônimo e ACM Neto travam disputa acirrada na Bahia sob impacto do caso Banco Master
A corrida pelo governo da Bahia em 2026 já reedita o principal embate político do estado nas últimas décadas, o confronto entre o grupo liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o carlismo representado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). A disputa, que promete repetir o equilíbrio registrado em 2022, ganhou um novo componente com o avanço das investigações relacionadas ao Banco Master e seus reflexos sobre os dois campos políticos.
Após quase 20 anos de governos petistas consecutivos, o PT tenta conforme reportagem de Luis Felipe Azevedo, do O Globo, conquistar o sexto mandato seguido no Palácio de Ondina. A legenda governa a Bahia desde 2007, período iniciado com Jaques Wagner (PT), seguido por Rui Costa (PT) e atualmente por Jerônimo Rodrigues.
Do outro lado, ACM Neto tenta recolocar o carlismo no comando do estado após a derrota apertada sofrida em 2022. Herdeiro político do ex-governador Antônio Carlos Magalhães, o ex-prefeito de Salvador busca recuperar a influência de um grupo que comandou a política baiana durante cerca de quatro décadas.
A eleição deste ano ocorre em meio a um cenário de forte polarização e equilíbrio nas intenções de voto. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril mostrou ACM Neto com 41% em um eventual segundo turno, enquanto Jerônimo aparece com 38%, configurando empate técnico dentro da margem de erro. O levantamento também aponta que 47% do eleitorado ainda admite mudar de voto até a eleição.
Apesar da disputa estadual equilibrada, o presidente Lula da Silva (PT) mantém ampla vantagem na Bahia. Em simulação de segundo turno presidencial divulgada pela Quaest, Lula aparece com 71% das intenções de voto no estado contra 29% de Flávio Bolsonaro (PL).
O caso Banco Master, porém, passou a representar um dos maiores focos de desgaste político da campanha. As investigações apontam conexões financeiras envolvendo pessoas ligadas tanto ao grupo petista quanto ao entorno de ACM Neto.
Documentos entregues à Receita Federal pelo banco de Daniel Vorcaro indicam pagamentos de R$ 5,4 milhões à empresa de consultoria ligada a ACM Neto entre 2023 e 2025. O ex-prefeito afirmou que o contrato foi firmado quando nenhum dos sócios exercia cargo público e declarou que prestava análises sobre a agenda político-econômica nacional ao banco.
No campo petista, os investigadores identificaram transferências de R$ 14 milhões para a empresa BN Financeira entre 2022 e 2025. A empresa tem como sócia Bonnie Bonilha, ligada à família de Jaques Wagner. A firma afirmou que os contratos tinham como objetivo operações de crédito público e privado e negou qualquer vínculo político nas negociações.
Outro ponto sensível envolve o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e alvo da operação Compliance Zero. Durante a gestão de Rui Costa, a Empresa Baiana de Alimentos, responsável pela rede Cesta do Povo, foi privatizada e adquirida por Lima. O empresário também ficou responsável por operações ligadas ao cartão consignado Credcesta, posteriormente expandido nacionalmente em parceria com o Banco Master.
Na disputa pelo Senado, a configuração política também movimenta os bastidores baianos. Rui Costa e Jaques Wagner aparecem como favoritos nas articulações governistas para as vagas da chapa petista. Já ACM Neto terá como aliados o senador Angelo Coronel (Republicanos), que rompeu com a base do governo estadual após divergências na formação da chapa majoritária, e João Roma (PL), ex-ministro da Cidadania e presidente estadual do PL.
Durante a pré-campanha, ACM Neto intensificou críticas à gestão estadual, sobretudo nas áreas de segurança pública e economia. O ex-prefeito afirma que o governo perdeu o controle da criminalidade no estado.
Jerônimo, por sua vez, aposta no fortalecimento das políticas públicas implementadas pelo PT nos últimos anos. O governador destaca investimentos em escolas de tempo integral, hospitais regionais e obras no interior da Bahia, estratégia considerada essencial para ampliar sua presença fora da capital.
A avaliação de aliados do governador é que a forte associação com Lula e a relação construída com prefeitos do interior podem novamente ser decisivas para o desempenho eleitoral petista. Já a oposição aposta no desgaste dos governos do PT, das promessas não cumpridas e no desejo de alternância de poder após quase duas décadas de governos do PT na Bahia.
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