Quem era o brasileiro desaparecido na argentina e encontrado morto
Danilo Neves Pereira construiu sua trajetória acadêmica ligada à área de línguas, deu aulas de inglês e cursava doutorado em linguística aplicada
O professor universitário brasileiro Danilo Neves Pereira, de 35 anos, que foi encontrado morto, nesta segunda-feira (20) em Buenos Aires, morava na capital argentina havia cerca de cinco meses.
Danilo construiu sua trajetória acadêmica ligada à área de linguística. Ele deu aulas de inglês no Centro de Idiomas da Universidade Federal de Goiás (UFG) por 12 anos. Até pouco antes de se mudar para a capital argentina, vivia no Rio de Janeiro, onde cursava doutorado em linguística aplicada. A defesa da tese estava prevista para as próximas semanas.
Em nota, o Centro de Línguas da UFG lamentou a morte do professor. “Com profundo pesar, o Centro de Línguas da UFG comunica o falecimento de Danilo Neves Pereira”, informou a instituição.
Danilo atuou como professor do centro entre 2010 e 2022. “Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a educação, pelo profissionalismo e pelo respeito com que conduzia seu trabalho”, afirmou a UFG.
Formado pela própria UFG, onde também concluiu o mestrado em Letras e Linguística, Danilo era reconhecido por colegas e estudantes pela dedicação e seriedade na atuação acadêmica. “Danilo construiu uma trajetória admirável, sendo reconhecido por colegas e estudantes por sua dedicação e seriedade”, afirmou a instituição.
Pereira estava desaparecido desde a última terça-feira (14). Naquele dia, o professor brasileiro fez contato com amigos e avisou que iria encontrar uma pessoa, um chileno que conhecera por meio de um aplicativo de relacionamentos, mas parou de responder mensagens. A última informação que ele compartilhou foi a localização com o endereço do homem, um local que fica no centro da capital argentina.
De acordo com o jornal La Nación, na quarta-feira (15) Pereira deu entrada como não identificado no hospital Ramos Mejía, em Buenos Aires, “devido a uma descompensação psicotrópica causada pelo uso de cocaína”. Ele teria falecido ainda no dia 15.
Um amigo de Danilo ouvido pelo La Nación afirmou que conseguiu encontrar e conversar com o “jovem chileno” com quem o professor estava antes de desaparecer, e que ele lhe contou que o brasileiro saiu do local após “uma pequena discussão, mais ou menos na mesma hora em que enviou a última mensagem”.
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