Produtos de Semana Santa em Salvador: histórico aponta o ovo de galinha como um dos vilões do período | SECOM
Um levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) analisou o comportamento dos preços de 20 produtos típicos do período da Semana Santa, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, para a Região Metropolitana de Salvador.
O estudo considera dados dos meses que antecedem a Páscoa: de janeiro a abril de 2023 e 2025, dados de janeiro a março de 2024 e dados do primeiro bimestre de 2026.
Os dados confirmam a alta nos preços de alguns produtos no período analisado. A restrição ao consumo de carne vermelha e o aumento da procura por ingredientes regionais são possíveis razões para a elevação dos preços.
Como principal proteína substituta na Quaresma, o ovo de galinha tem aumento quase certo entre fevereiro e março. O histórico mostra que, no ano de 2023, o ovo subiu em março (7,69%) e em abril (4,51%), e em 2024, subiu no mês da Semana Santa. Em 2025, o produto disparou quase 18% em fevereiro e 12,05% em março. Para a Semana Santa de 2026, a tendência de alta já foi confirmada: após cair em janeiro, o preço do ovo subiu 4,15% em fevereiro, início do período da quaresma.
No histórico analisado, o coentro também tem aumento relevante nos custos. Em 2023, por exemplo, o preço variou bastante, caindo em março e subindo em abril. Já em 2024, encareceu 18,60% em fevereiro e 17,34% em março. Em 2025, a alta continuou em todos os meses até abril, e em 2026, subiu 3,02% em janeiro e depois teve redução de 3,30% em fevereiro.
Entre os pescados, a corvina sofreu altas seguidas de janeiro a abril de 2023. Já em 2024, ocorreram aumentos de janeiro a março quando alcançou 6,92%. Este pescado ainda subiu nos três primeiros meses de 2025, chegando ao pico em março quando os preços cresceram 6,04%. Em 2026, o peixe já iniciou o ano subindo 2,55% em janeiro, mas teve leve queda em fevereiro (-0,04%). Já a merluza, por exemplo, chegou a registrar queda nos preços durante os meses cruciais de março (-2,20%) e abril (-2,19%) do ano passado, além de iniciar 2026 mais barata com queda de 4,24% e 0,62% em janeiro e fevereiro, respectivamente o que torna este pescado uma boa alternativa para quem tem grandes restrições orçamentárias.
Já o azeite de oliva é um caso à parte, pois o produto não sofre apenas com a época do ano, mas vem de uma sequência de aumentos contínuos ao longo de todo 2023 e 2024. O ano de 2026 começou com o azeite voltando a subir 1,63% em fevereiro. Empregada no preparo da farofa de azeite, a farinha de mandioca, encareceu nos quatro primeiros meses de 2023, fechando com alta de 6,71% em abril. Em 2024, o preço recuou até o mês da festa. Em 2025, caiu em abril após uma alta em março. Em 2026, encareceu 1,81% em janeiro e ficou estável em fevereiro (-0,03%).
Curiosamente, o chocolate em barra e os bombons industrializados não apresentam grandes impactos inflacionários oficiais na praça de Salvador durante a Páscoa, registrando inclusive quedas de preço nos meses que antecederam o evento nos anos passados, e com uma leve alta de 1% em fevereiro de 2026.
O relatório completo contendo informações adicionais pode ser acessado no site da SEI.
O estudo foi elaborado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para a RM de Salvador, com o objetivo de acompanhar o comportamento dos preços dos produtos consumidos tanto nos meses que antecedem a Quaresma como também o comportamento dos mesmos já nos dias das celebrações citadas, e para isso, destacou-se o espaço de quatro anos, de 2023 a 2026. O trabalho engloba dados de janeiro até o mês em que a Semana Santa foi ou será realizada em cada ano, (2023: abril; 2024: março; 2025: abril; 2026: abril, sendo que para o ano corrente, tem-se informações aferidas pelo IBGE até fevereiro, pois os dados para o IPCA referentes ao mês de março só serão divulgados em 10/04/2026. Cabe informar ainda que outros produtos que são consumidos no período em análise como o ovo de páscoa, o vinho e o quiabo, por exemplo, não constam neste relatório pelo fato de o IPCA/ IBGE para a RM de Salvador não apresentar informações para os mesmos.
Fonte: Ascom/SEI
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