Estado doou 967 quilos de tampas plásticas para projeto de castração de animais de rua | SECOM
Os servidores da Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) já doaram mais de 967 quilos de tampinhas plásticas para o projeto Castrampinha, que converte o dinheiro arrecadado com a venda do material reciclável para a castração de animais de rua, de modo a contribuir para reduzir a superpopulação de cães e gatos na cidade.
Nesta terça-feira (24), uma equipe da Superintendência de Patrimônio da Saeb esteve no ponto de armazenagem do projeto, na Doca 3 do Salvador Shopping, para fazer a entrega de mais 80 quilos de tampinhas arrecadadas de outubro do ano passado a janeiro deste ano.
“Este projeto é uma referência inclusive para outros municípios, porque além de contribuir para a causa animal, ele incentiva o descarte responsável, reduzindo a poluição e promovendo o aumento da reciclagem de plásticos em nosso Estado”, elogia Vanuza Gazar dos Reis, coordenadora do programa Recicle Já Bahia, da Saeb.
Voluntária do Castrampinha desde a sua criação, a bióloga Luciana Facciola confirma que a iniciativa – surgida há seis anos como estratégia para custear as castrações – tem tido uma repercussão cada vez mais ampla. “O trabalho gera impacto não só no controle populacional dos animais de rua e das doenças, mas também no destino final do lixo produzido na nossa cidade”, argumenta.
De acordo com a voluntária, 1,5 mil animais já foram castrados a partir da arrecadação de 70 toneladas de tampinhas plásticas. “A cada 100 quilos de tampinhas, em média, é possível castrar um animal”, contabiliza. Na Saeb, a colaboração com o projeto é feita desde 2022, e já contou com a adesão espontânea de servidores de órgãos como as secretarias da Saúde e Justiça e Direitos Humanos e a Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Sufotur).
Os funcionários públicos armazenam as tampinhas em suas salas e depositam em um container instalado no subsolo do prédio da Saeb/Setre, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Mensalmente, os resíduos são encaminhados ao Horto da Supat, onde é feita a triagem para a retirada de rejeitos. Na sequência, as peças são pesadas e armazenadas até o seu envio ao Castrampinha.
“É uma colaboração simples, que pode ser feita por qualquer pessoa e que vale muito a pena em razão do alcance social e ambiental da iniciativa”, ressalta Vanuza, ao pedir a colaboração dos servidores com a iniciativa.
Mais informações sobre pontos de coleta e outras formas de apoio ao projeto, podem ser obtidas por meio do perfil do Instagram @Castrampinha.
Fonte: Ascom/Saeb
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