Janela partidária expõe crise na base de Jerônimo na Bahia e partidos reclamam de abandono na montagem das chapas

A abertura da chamada janela partidária, período em que parlamentares podem trocar de partido sem risco de perda de mandato, tem provocado tensão entre siglas da base aliada do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PL).

Nos bastidores da política estadual, dirigentes partidários relatam dificuldades para fechar as nominatas de candidatos a deputado estadual e deputado federal para as eleições desse ano. A principal queixa, segundo lideranças governistas ouvidas pela imprensa, é a falta de articulação política do Palácio de Ondina para ajudar na montagem das chapas proporcionais.

Reclamações crescem na base

Entre os partidos que demonstram maior insatisfação estão o PDT e o PSB, que enfrentam dificuldades para atrair nomes competitivos e completar as chamadas “rabadas”, expressão usada nos bastidores para definir os candidatos que completam a chapa proporcional.

Sem essas candidaturas adicionais, os partidos têm dificuldade para atingir o volume de votos necessário para disputar cadeiras na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e na Câmara dos Deputados do Brasil.

Prioridade 

A avaliação de lideranças da base é que a articulação política do governo concentrou esforços principalmente na consolidação da federação formada por PT, PCdoB e PV.

Além disso, aliados afirmam que houve atenção especial ao fortalecimento do PSD, comandado na Bahia pelo senador Otto Alencar, e, em menor escala, ao Avante.

Para parte dos parlamentares governistas, os demais partidos da base ficaram praticamente sem apoio institucional na montagem das chapas.

“Enquanto alguns partidos tiveram ajuda direta para montar suas nominatas, outros ficaram completamente abandonados”, afirmou um deputado da base, sob condição de anonimato.

Risco eleitoral 

A formação de chapas competitivas é considerada essencial nas eleições proporcionais, pois o sistema eleitoral brasileiro exige que os partidos alcancem determinado volume de votos para conquistar cadeiras no Legislativo.

Sem nomes fortes e sem a chamada “chapa completa”, o risco é que partidos menores da base governista percam espaço político nas eleições de 2026, o que pode reduzir o tamanho da coalizão aliada na Assembleia Legislativa da Bahia e na bancada baiana da Câmara dos Deputados do Brasil.

 

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