Trump diz que EUA consideram “tomada amigável” de Cuba
Presidente americano diz que negocia com Havana saída para sanções que pressionam economia cubana e que poderia alcançar acordo “muito positivo” para o país. Em meio às tensões entre Cuba e os Estados Unidos, o presidente dos EUA, Donald Trump, levantou a possibilidade do que chamou de uma “tomada amigável” de Cuba.
Havana está atualmente negociando com Washington, disse Trump nesta sexta‑feira (27), sem detalhar o teor das conversas. “O governo cubano está conversando conosco e eles têm problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, não têm nada agora. Podemos muito bem acabar tendo uma tomada amigável de Cuba”, afirmou.
Não ficou claro, a partir da breve declaração, se Trump se referia a uma possível anexação pelos Estados Unidos ou se outros países também estariam envolvidos. Ele também não mencionou qualquer prazo para o movimento.
Trump expressou confiança de que o país poderia alcançar algo “muito positivo” para o povo da nação caribenha.
EUA buscam “sufocar” Cuba sem petróleo venezuelano
Washington vem exercendo forte pressão sobre o governo comunista de Cuba há semanas. Desde dezembro, o país não recebe petróleo da Venezuela, já que Trump ordenou um bloqueio total aos navios petroleiros sancionados que transportavam suprimentos venezuelanos.
Trump então ameaçou impor tarifas aos países que fornecerem petróleo a Cuba. Algumas sanções agora devem ser flexibilizadas. Os EUA mantêm um embargo comercial contra Cuba desde 1962.
As relações diplomáticas ficaram ainda mais tensas após uma troca de tiros entre guardas de fronteira cubanos e a tripulação de uma lancha rápida registrada nos EUA, na qual quatro pessoas morreram. Havana confirmou que houve comunicação com Washington após o incidente com a lancha americana.
Mais de 40 organizações da sociedade civil dos EUA enviaram uma carta ao Congresso pedindo que pressione o governo Trump a reverter sua política agressiva contra Cuba, alertando que cortar o fornecimento de petróleo pode provocar um colapso humanitário.
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