Bahia amplia ações e avança na proteção da cacauicultura | SECOM
O Governo do Estado da Bahia vem ampliando ações, investimentos e articulações para fortalecer a lavoura cacaueira e proteger os produtores, garantindo a sustentabilidade de uma das culturas mais importantes da economia baiana. Como parte desse esforço, por determinação do governador Jerônimo Rodrigues, foi instalada a Comissão para Discussões Iniciais da Cacauicultura, reunindo representantes do setor produtivo, órgãos técnicos, entidades e parlamentares para a construção de soluções imediatas e estruturantes.
Nesse contexto, o Governo da Bahia tem realizado reuniões estratégicas em diferentes regiões do estado, com a participação de representantes do Governo Federal, de diversos órgãos que atuam na pauta do cacau, além de produtores, prefeitos e lideranças do setor. No dia 30 de janeiro, em Gandu, o encontro reuniu autoridades e representantes da cadeia produtiva e contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Já na quarta-feira (4), em Salvador, uma nova reunião ampliou o diálogo, consolidando encaminhamentos práticos para enfrentar os desafios do setor. Durante o encontro realizado na sede da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), foi definida uma agenda de ações urgentes junto ao Governo Federal, voltadas à recomposição da renda do produtor, à garantia de maior transparência no mercado e à proteção sanitária da lavoura.
O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, membro da comissão, destacou que o momento exige união e agilidade nas decisões. “O governador Jerônimo Rodrigues determinou prioridade absoluta para essa pauta. Já realizamos reuniões importantes, envolvendo produtores, prefeitos, ministérios e órgãos federais, e avançamos em pontos estratégicos. Criamos um grupo de trabalho coordenado diretamente pelo governador e estamos empenhados em apresentar soluções concretas nos próximos dias”, afirmou.
Jeandro ressaltou ainda que a Bahia voltará a contar com previsão oficial de safra, ferramenta fundamental para fortalecer o diálogo com as indústrias moageiras e garantir maior equilíbrio nas negociações. Ele também destacou o êxito da metodologia Cacau+, já executada no Baixo Sul e que deverá ser ampliada para outras regiões produtoras.
Ações prioritárias para o setor
Entre as medidas acordadas estão a solicitação de revisão do regime de Drawback, que impacta diretamente o preço do cacau pago ao produtor; a cobrança de esclarecimentos sobre a Instrução Normativa nº 125/2021, relacionada a questões fitossanitárias; e a articulação junto aos ministérios e órgãos federais para enfrentar o deságio praticado no mercado interno e coibir práticas prejudiciais aos agricultores.
Também foram definidos encaminhamentos para ampliar a assistência técnica e a extensão rural, fortalecer a metodologia Cacau+, garantir análises de solo e foliar, além de ações para o fortalecimento institucional da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) e para a construção de um plano nacional de contenção da Monilíase, doença que ameaça plantações em países produtores.
Outro ponto considerado fundamental é a retomada da previsão oficial de safra, instrumento essencial para a transparência do mercado e o fortalecimento da negociação dos produtores frente às indústrias.
Investimentos no setor
Além das ações emergenciais, o Governo da Bahia vem investindo de forma contínua no setor. Desde 2015, por meio da CAR, foram aplicados cerca de R$ 90 milhões em iniciativas voltadas ao fortalecimento da cacauicultura, incluindo apoio à base produtiva, implantação de agroindústrias familiares e ampliação da assistência técnica.
A criação do Grupo de Trabalho marca o início da construção de um programa estadual permanente de fortalecimento da cadeia do cacau, consolidando a atuação do governo na defesa dos produtores e na proteção de um dos símbolos históricos da agricultura baiana.
A expectativa é que as medidas articuladas tragam respostas rápidas ao setor, promovendo equilíbrio de mercado, recuperação da renda dos produtores e sustentabilidade para a produção cacaueira no estado.
Fonte: Ascom/CAR
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