Temendo perder o poder após duas décadas, PT abre diálogo para tentar segurar Angelo Coronel

A possibilidade de o senador Angelo Coronel deixar o PSD e se afastar da base governista acendeu um alerta no PT baiano. Após quase vinte anos no comando do estado, setores do partido avaliam que a perda de aliados estratégicos pode acelerar um processo de enfraquecimento político e comprometer o projeto de continuidade no poder.

Neste sábado (31), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) adotou um tom cauteloso ao comentar a movimentação de Coronel, evitando confirmar um rompimento imediato. A postura, nos bastidores, é interpretada como um gesto claro de tentativa de diálogo, em meio ao temor de que a debandada de aliados amplie o espaço da oposição.

Jerônimo afirmou que pretende ouvir o senador Otto Alencar (PSD), principal liderança da sigla no estado, antes de tomar qualquer decisão mais dura. Segundo ele, o momento exige paciência e articulação política, sobretudo em meio à reforma do governo e às discussões sobre a formação das chapas eleitorais.

“Eu estou montando ainda a reforma do governo, conversando com os partidos. Como vão ser as montagens das chapas. Eu vou optar por ouvir do senador Otto Alencar, a manifestação dele, para a gente poder tomar as nossas iniciativas”, declarou o governador.

A fala revela a preocupação do núcleo petista com o risco real de perder sustentação política justamente quando o grupo no poder começa a enxergar a possibilidade concreta de derrota após duas décadas de hegemonia na Bahia. A saída de Angelo Coronel, caso confirmada, pode representar mais do que um ajuste partidário, seria um sinal de que a base governista já não é tão sólida quanto no passado.

Nos bastidores, a avaliação é de que o PT, pressionado pelo avanço da oposição e por fissuras internas, agora busca conversar para não perder mais terreno. A permanência ou não de Coronel na base deve se tornar um dos termômetros do futuro político do governo Jerônimo Rodrigues.

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