Angelo Coronel fala em “novo desafio” e reforça sinais de rompimento com a base de Jerônimo

Às vésperas de uma possível mudança partidária, o senador Angelo Coronel (PSD) publicou uma mensagem de tom enigmático nas redes sociais que rapidamente ganhou repercussão no meio político baiano. A postagem, interpretada como um gesto simbólico, foi lida por aliados e adversários como mais um indicativo de que o parlamentar está prestes a deixar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Coronel é apontado como nome praticamente certo para se filiar ao União Brasil e disputar a reeleição ao Senado na chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), principal liderança da oposição no estado.

Publicação alimenta leitura política

Na mensagem, o senador falou em “novo desafio” e em busca de força, discernimento e coragem, em um momento que coincide com o avanço das negociações para sua mudança de legenda. O conteúdo, ainda que sem menção direta à política, foi rapidamente associado ao cenário eleitoral e ao redesenho de alianças na Bahia.

A publicação circulou com velocidade entre lideranças partidárias, reforçando a percepção de que a decisão de Coronel está tomada e que o rompimento com o Palácio de Ondina é apenas questão de tempo.

Movimento acelera saída da base governista

Nos bastidores, a avaliação é de que o gesto público tem o objetivo de preparar o terreno político para o anúncio oficial da filiação ao União Brasil. A mudança representa um golpe na base do governo Jerônimo Rodrigues, que já enfrenta dificuldades para acomodar aliados na disputa majoritária.

A possível ida de Coronel para a oposição deve provocar um rearranjo no tabuleiro político baiano, com impacto direto na formação das chapas para o Senado e no equilíbrio de forças para as eleições de outubro.

ACM Neto ganha reforço estratégico

Caso se confirme a filiação, ACM Neto passa a contar com um nome de peso na disputa pelo Senado, ampliando o palanque oposicionista e enfraquecendo o discurso de unidade da base governista.

A leitura entre oposicionistas é de que a entrada de Coronel fortalece a narrativa de esvaziamento do grupo liderado pelo PT na Bahia, além de sinalizar desconforto crescente de aliados históricos com a condução política do atual governo estadual.

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