Filho de Maduro reage à ação dos EUA e promete resistência após prisão do pai
O deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, fez sua primeira manifestação pública após a captura do pai pelos Estados Unidos e adotou um discurso de enfrentamento. Em mensagem divulgada por aliados, ele afirmou que a ofensiva americana e a atuação de opositores internos têm como objetivo destruir sua família, mas garantiu que isso não acontecerá.
Segundo o parlamentar, a resposta virá nas ruas, com mobilização popular e reafirmação do legado chavista. Para ele, a prisão de Maduro representa uma agressão direta à soberania do país e exige reação política e social organizada.
Discurso de confronto e apelo à militância
Em áudio compartilhado nas redes sociais, Maduro Guerra afirmou que adversários querem ver a família “fraca”, mas prometeu resistência. Disse que a dor e a indignação não serão suficientes para quebrar o grupo e jurou que o ex-presidente e Cilia Flores retornarão à Venezuela.
O deputado pediu à direção do Partido Socialista Unido da Venezuela que convoque a população para responder ao que classificou como invasão dos Estados Unidos, defendendo a ocupação das ruas e a retomada das bandeiras do chavismo.
Críticas a opositores e defesa do legado chavista
No pronunciamento, o filho de Maduro também atacou lideranças venezuelanas que criticam o governo americano pela operação. Segundo ele, há uma tentativa de semear discórdia e dúvida dentro do país, mas a história, afirmou, irá expor quem são os traidores.
Maduro Guerra disse que o foco deve ser fazer o país avançar, preservar o legado de Hugo Chávez e trabalhar pelo retorno de Nicolás Maduro e Cilia Flores em segurança.
Indiciamentos ampliam pressão internacional
Além do ex-presidente e da esposa, o grande júri federal de Nova York incluiu Nicolás Maduro Guerra entre os indiciados, assim como o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, e outros aliados do regime.
As acusações apontam que Nicolás Maduro teria comandado, por mais de duas décadas, uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado venezuelano, utilizando instituições públicas, forças de segurança, aeroportos, portos e até canais diplomáticos para facilitar o envio de grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos.
Acusações de vínculos com organizações criminosas
A denúncia sustenta ainda que o esquema operava em parceria com grupos classificados como terroristas ou narco-terroristas, incluindo organizações armadas da Colômbia e cartéis internacionais do narcotráfico, além de facções criminosas com atuação transnacional.
O avanço das investigações e a prisão de Maduro intensificam a pressão sobre o núcleo duro do chavismo e aprofundam a crise política venezuelana, agora marcada por discursos de resistência interna e crescente isolamento internacional.
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