Lula condena ataque em festival judaico na Austrália e chama atentado de “brutal”
O presidente Lula da Silva (PT) lamentou neste domingo o ataque ocorrido durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah, na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, que deixou dezenas de mortos e feridos. Em nota oficial, o chefe do Executivo classificou o atentado como “brutal” e afirmou ser inaceitável que atos de ódio e extremismo continuem ceifando vidas inocentes.
O ataque aconteceu durante a comemoração religiosa e envolveu dois homens armados, identificados pelas autoridades locais como pai e filho. Um deles morreu no local, enquanto o outro foi preso em estado grave. O tiroteio provocou pânico entre os participantes do evento e mobilizou forças de segurança e equipes de emergência em diferentes pontos da cidade.
Repúdio ao ódio e ao extremismo
Na manifestação, Lula destacou que a violência atinge valores universais como a paz, a convivência entre povos e o respeito às diferenças religiosas. O presidente também expressou solidariedade às famílias das vítimas, aos feridos e ao governo australiano diante do que classificou como um ataque covarde contra civis.
Autoridades da Austrália trataram o episódio como um incidente de natureza terrorista e informaram que as investigações seguem em andamento, inclusive para apurar a possível participação de outros envolvidos. Os feridos foram encaminhados a diversos hospitais da capital de Nova Gales do Sul, muitos deles em estado grave.
Comunidade judaica e repercussão internacional
Entre as vítimas fatais está um rabino que participava da celebração religiosa, além de cidadãos estrangeiros que estavam no local. Representantes da comunidade judaica australiana classificaram o episódio como uma tragédia anunciada, diante do crescimento de discursos extremistas e de episódios de intolerância.
O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, também divulgou nota de pesar, reiterando o repúdio a qualquer forma de terrorismo, antissemitismo e intolerância religiosa. Segundo o Itamaraty, até o momento não há registro de brasileiros entre as vítimas.
O ataque reacende o debate internacional sobre segurança, radicalização e proteção a eventos religiosos, em um cenário global marcado pelo aumento de episódios de violência motivados por ódio ideológico e religioso.
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