Rejeição em três frentes trava Flávio e mercado trata Bolsonaro como passivo político
Pouco mais de uma semana após o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já enfrenta um cenário adverso. A avaliação nos bastidores políticos e econômicos é de que o filho mais velho do ex-presidente conseguiu reunir um tripé de rejeição formado por partidos do Centrão, setores do agronegócio e o mercado financeiro. Em comum, a leitura de que o sobrenome Bolsonaro segue como um fator de desgaste.
Diante do isolamento inicial, Flávio passou a articular uma estratégia para se apresentar como uma versão mais moderada do bolsonarismo. A ofensiva inclui conversas reservadas com empresários, banqueiros e a tentativa de reaproximação com o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, tratado como um possível fiador de credibilidade econômica.
Mercado fecha a porta
Apesar das reuniões e do discurso liberal, a reação do mercado tem sido de frieza. Executivos do setor financeiro admitem que podem ouvir Paulo Guedes por cortesia, mas descartam qualquer engajamento com a pré-campanha de Flávio. A avaliação dominante é de que nem Guedes nem outros nomes da antiga equipe econômica conseguem neutralizar o desgaste político acumulado pela família Bolsonaro.
A leitura ficou evidente logo após o anúncio da pré-candidatura, quando a Bolsa caiu, o Ibovespa recuou e o dólar disparou. Para agentes do mercado, a entrada de Flávio na disputa aumenta o risco de uma vitória de Lula ainda no primeiro turno.
Agro se afasta
No agronegócio, o distanciamento também cresce. Parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária, historicamente alinhados ao bolsonarismo, passaram a reavaliar o apoio após episódios recentes que afetaram exportações brasileiras e desgastaram a imagem do país no exterior.
Internamente, lideranças do setor avaliam que insistir em um nome da família Bolsonaro pode significar prejuízo político e econômico, além de afastar parceiros comerciais estratégicos.
Centrão diz não
No Congresso, Flávio não conseguiu avançar nem mesmo entre líderes do Centrão e da direita tradicional. Reuniões com dirigentes partidários terminaram sem definição ou compromisso. A avaliação é de que o senador não agrega maioria, não amplia alianças e pode contaminar chapas proporcionais.
No próprio PL, surgem sinais de desconforto. Um novo foco de tensão envolve lideranças evangélicas, que vinham demonstrando preferência por uma eventual candidatura de Michelle Bolsonaro. Entre esse grupo, já há queixas abertas e acusações de traição política.
Sobrenome como obstáculo
Nos bastidores de Brasília, cresce a percepção de que o principal entrave não é o discurso nem a equipe econômica, mas o sobrenome. Para políticos experientes, empresários e lideranças partidárias, Bolsonaro deixou de ser um ativo eleitoral e passou a representar um risco. A tentativa de Flávio de se diferenciar esbarra justamente na herança que carrega, vista hoje como um peso difícil de sustentar na disputa presidencial.
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