Irritação de Alcolumbre cresce e Jaques Wagner vira alvo de críticas após disputa sobre STF

A escolha de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal segue provocando ruídos no Senado, e um dos epicentros da crise atende pelo nome de Jaques Wagner. Segundo aliados de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a irritação do senador do Amapá atingiu um nível raro, alimentada pela percepção de que Wagner teria agido abertamente contra a articulação que buscava levar Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao STF.

Nos bastidores, a crítica de parte dos defensores da candidatura de Pacheco é direta: Wagner teria atuado “mais como PT do que como Senado ou líder do governo”, postura vista como um golpe nas negociações internas. A avaliação é de que o petista expôs demais suas posições e atravessou acordos que ainda estavam sendo costurados.

A insatisfação escalou depois de Wagner cravar publicamente, semanas antes do anúncio oficial, que Jorge Messias seria o indicado pelo presidente Lula da Silva (PT). Para aliados de Alcolumbre, a declaração antecipada enfraqueceu a mobilização pró-Pacheco e inviabilizou a construção de uma solução alternativa dentro do Senado.

O clima azedou de tal forma que, nos corredores, Wagner tem sido chamado de “traidor” por alguns senadores que apostavam na candidatura do presidente da Casa. Esses parlamentares afirmam que a atuação do líder do governo minou qualquer tentativa de avançar com Pacheco e expôs fragilidades da articulação política.

Embora o Planalto tente minimizar o desgaste, o episódio reacendeu tensões entre grupos internos do Senado e evidenciou a disputa por influência sobre as decisões de Lula, especialmente quando o assunto envolve o Supremo Tribunal Federal. 

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