Alcolumbre usa cargos, emendas e articulação política para tentar continuar no comando do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificou as articulações para tentar permanecer no comando da Casa por mais dois anos. Com a eleição da Mesa Diretora marcada para 1º de fevereiro de 2027, o senador aposta na distribuição de espaços políticos, no diálogo com partidos de centro e na aproximação com novos integrantes do Congresso para fortalecer sua candidatura à reeleição.

Segundo reportagem publicada por Marcelo Ribeiro, na revista Veja, Alcolumbre tem utilizado diferentes instrumentos de negociação para conquistar apoio entre os colegas. Entre as estratégias está a interlocução sobre a ocupação dos gabinetes dos senadores que assumirão mandato no próximo ano. Parlamentares dispostos a apoiar sua recondução poderiam receber espaços considerados mais bem localizados.

O presidente do Senado também conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de setores do Centrão. A relação com o Palácio do Planalto amplia sua capacidade de articulação, inclusive nas negociações envolvendo emendas parlamentares, um dos principais instrumentos de influência política no Congresso.

Disputa com a oposição

A estratégia de Alcolumbre também passa por tentar reduzir a fragmentação de possíveis adversários. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém interesse em disputar a presidência da Casa e representa uma alternativa dentro do campo de centro e da direita. O presidente do Senado busca uma composição que possa evitar uma candidatura independente da parlamentar.

Nesta quarta-feira (4), o PL oficializou o senador Rogério Marinho (PL-RN) como seu candidato à presidência do Senado. A decisão amplia o confronto com Alcolumbre e coloca a disputa no centro das articulações políticas para a próxima legislatura.

Marinho e Tereza, porém, também discutem um entendimento para evitar que os dois concorram simultaneamente. A possibilidade é que, em janeiro, um deles abra mão da candidatura para concentrar os votos da oposição em um único nome.

Maioria conservadora é desafio

Apesar do apoio de Lula e de partidos do Centrão, Alcolumbre enfrenta um cenário complexo. A composição do Senado a partir de 2027 terá maioria de parlamentares conservadores, o que pode favorecer a oposição e dificultar a manutenção de sua aliança com o governo.

A eleição será realizada por voto secreto, e o vencedor precisará conquistar pelo menos 41 dos 81 votos da Casa. Até lá, a tendência é de intensificação das negociações por apoios, cargos e espaços na estrutura do Senado.

Fonte: Clique aqui

Gostou dessa postagem?
Compartihe..