Queda do PT nas maiores cidades do Brasil acende alerta na campanha de reeleição de Lula
O desempenho eleitoral do PT nos maiores centros urbanos do país se tornou uma das principais preocupações da estratégia de reeleição de Lula (PT) para essas eleições. Integrantes do partido avaliam que a redução da influência petista nas 200 maiores cidades brasileiras representa um desafio relevante, sobretudo porque esses municípios concentram quase metade do eleitorado nacional.
Levantamentos analisados por dirigentes partidários mostram uma trajetória de perda de espaço nas administrações municipais ao longo da última década. Em 2012, o PT elegeu 37 prefeitos entre as 200 maiores cidades do Brasil. Quatro anos depois, em meio aos efeitos políticos da Operação Lava Jato, esse número caiu para apenas nove prefeituras.
Nas eleições municipais de 2020, a legenda manteve o mesmo patamar, com nove administrações entre os maiores municípios do país. Já em 2024, houve nova retração, com a eleição de apenas oito prefeitos nesse grupo de cidades. Entre as capitais, o partido conquistou somente Fortaleza, um resultado que ampliou o debate interno sobre a necessidade de fortalecer a presença nos grandes centros urbanos.
A preocupação não se restringe às disputas municipais. Nas últimas eleições presidenciais, os candidatos petistas também ficaram atrás dos adversários na soma dos votos obtidos nas maiores cidades brasileiras. Em 2022, Lula recebeu 47,2% dos votos válidos nesses municípios, enquanto o então presidente Jair Bolsonaro obteve 52,8%.
Diante desse cenário, a direção nacional do PT já trabalha em medidas para tentar reverter a tendência. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, responsável pela coordenação da campanha presidencial de 2026, iniciou articulações com dirigentes municipais e lideranças regionais para ampliar a presença do partido nos principais colégios eleitorais do país.
Entre as estratégias em discussão estão o fortalecimento da comunicação digital, a criação de porta-vozes locais, a ampliação da atuação partidária nas redes sociais e a intensificação de agendas políticas em cidades consideradas prioritárias para a campanha.
A avaliação de integrantes da legenda é que os grandes centros urbanos terão papel decisivo na disputa presidencial, especialmente em estados com elevada concentração populacional, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul.
Nos bastidores, lideranças petistas da Bahia reconhecem que a recuperação da influência nas grandes cidades será fundamental para tentar a reeleição.
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