Polícia da Bahia realiza operação contra grupo por sequestro, tortura e homicídios
Policiais civis e militares realizaram na manhã desta terça-feira (2) a Operação Libertatis, com objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por sequestro, tortura, cárcere privado, extorsão, homicídios e ocultação de cadáver em Eunápolis, interior da Bahia.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e diligências para o cumprimento de cinco mandados de prisão. Um homem foi preso e será interrogado. Outros quatro integrantes estão foragidos da Justiça. Também foram cumpridos dois mandados no Conjunto Penal de Eunápolis por participarem de crimes anteriores.
Conforme o delegado da Delegacia Territorial de Eunápolis, Manoel Vieira da Silva Neto, a ação teve como alvo integrantes de uma organização criminosa, que, além dos mandados de prisão, apreendeu celulares, computadores e outros materiais de interesse investigativo, que serão submetidos à perícia. Os mandados foram cumpridos nos bairros Pequi, Moisés Reis, Parque da Renovação, Juca Rosa, Centauro e Antares.
Investigação
A investigação que levou à operação Libertatis iniciou após o resgate de um motorista de aplicativo, de 33 anos, vítima de sequestro, tortura, extorsão e cárcere privado. O homem foi sequestrado no dia 6 de março após atender a uma corrida, sendo levado para uma área de mata utilizada pelo grupo.
Conforme o delegado Manoel, o homem foi mantido em cárcere privado até o outro dia, quando foi localizado por equipes da Delegacia Territorial de Eunápolis. Ao chegar no cativeiro, os policiais foram recebidos a tiros pelos criminosos, que conseguiram fugir pela área de mata. O homem estava muito ferido após passar a noite sob tortura.
A partir do resgate, começou uma investigação conduzida pela Polícia Civil, que levou à identificação dos sequestradores e outros crimes cometidos pelo grupo.
A ação foi realizada por equipes da Delegacia Territorial de Eunápolis, com apoio da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Eunápolis), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM) e do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Descobrimento).
A operação contou ainda com a atuação da Polícia Militar, por meio da Rondesp Extremo Sul, das Companhias Independentes de Policiamento Especializado (CIPE/Mata Atlântica e CIPE/Cacaueira) e do 28º Batalhão da Polícia Militar (28º BPM). As investigações continuam para localizar os foragidos e apurar outros crimes do grupo criminoso.
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