Carlos Muniz declara voto em Lula
O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), surpreendeu ao declarar que, se a eleição presidencial fosse hoje, votaria no presidente Lula da Silva (PT), apesar de integrar a base política do prefeito Bruno Reis (União Brasil) na capital baiana.
A declaração foi dada durante entrevista divulgada pelo portal bahia.ba. Embora tenha ressaltado que seguirá a orientação partidária do PSDB nas eleições de 2026, Muniz afirmou que, diante do atual cenário de polarização nacional, sua escolha pessoal seria pelo atual presidente da República.
“O meu candidato será o candidato do PSDB. Mas, se a eleição fosse hoje, eu votaria em Lula. Estou vendo como o melhor candidato no cenário atual”, declarou.
O vereador ponderou, entretanto, que o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças até a disputa presidencial do próximo ano.
Ao comentar a disputa nacional, Muniz citou o cenário de polarização entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), destacando que novas candidaturas ainda podem alterar o panorama político.
Independência da CMS
Além da sucessão presidencial, Carlos Muniz aproveitou para reforçar a independência institucional da Câmara Municipal de Salvador em relação ao Poder Executivo.
O presidente da Casa negou qualquer tentativa de interferência do prefeito Bruno Reis em projetos de interesse do Legislativo, especialmente na proposta que regulamenta o sistema Kiss and Fly, modelo de embarque e desembarque rápido no Aeroporto Internacional de Salvador.
Segundo Muniz, o projeto será apreciado pelos vereadores antes do recesso junino e busca atender demandas de motoristas por aplicativo e usuários do terminal aeroportuário.
“O prefeito nunca me pediu nada sobre esse projeto e nunca fez qualquer intervenção. Eu sempre respeitei o Executivo e quero que o Executivo respeite o Legislativo”, afirmou.
Relação com Bruno Reis
Apesar de destacar a boa relação política e institucional com Bruno Reis, o presidente da Câmara deixou claro que a harmonia entre os poderes está condicionada ao respeito mútuo.
Muniz afirmou que sua proximidade com o prefeito decorre justamente da postura adotada pela gestão municipal em relação à autonomia do Legislativo.
“No momento em que não houver respeito ao Legislativo, eu trato com reciprocidade. Mas acredito que isso não vai acontecer porque o prefeito conhece minha conduta”, declarou.
O vereador concluiu enfatizando que a independência da Câmara Municipal é um princípio inegociável e que não deve haver qualquer tipo de ingerência do Executivo sobre as decisões parlamentares.
“A Câmara é um poder independente. O Executivo não pode ter intromissão nenhuma no Legislativo Municipal”, concluiu.
As declarações reforçam o posicionamento de Carlos Muniz como uma das principais lideranças do Legislativo soteropolitano.
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