Prefeito Bruno Reis apoia decisão de Trump contra PCC e Comando Vermelho
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), declarou apoio à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida, anunciada pelo presidente americano Donald Trump, deve entrar em vigor a partir de 5 de junho e amplia os mecanismos de sanções e combate internacional às facções criminosas.
Ao comentar o tema, Bruno afirmou que qualquer iniciativa voltada ao enfrentamento do narcotráfico deve receber apoio, independentemente da origem da ação ou de divergências ideológicas.
“Eu sou a favor de qualquer medida, seja interna ou externa, que venha inibir, que venha enfrentar o narcotráfico no Brasil e no mundo. Nós temos que ser a favor. Vamos deixar a política de lado e apoiar. Independente de onde venha, o objetivo é todos se unirem para enfrentar o narcotráfico”, declarou o prefeito em entrevista ao portal bahia.ba.
A posição do gestor municipal difere da manifestação feita pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que criticou a decisão dos Estados Unidos e afirmou que a medida pode representar risco à soberania nacional. O governador defendeu cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas rejeitou qualquer possibilidade de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
Apesar da divergência política sobre o posicionamento norte-americano, tanto Bruno Reis quanto Jerônimo Rodrigues defenderam o endurecimento do combate às organizações criminosas e ao tráfico internacional de drogas.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, PCC e Comando Vermelho serão enquadrados nas categorias de “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTOs) e “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGTs), classificações utilizadas por Washington para ampliar instrumentos de pressão financeira, bloqueio de ativos e cooperação internacional contra grupos considerados ameaças à segurança.
O governo americano argumenta que as facções brasileiras possuem ligação com redes transnacionais do narcotráfico e impacto em atividades investigadas pelas autoridades dos Estados Unidos.
Nos bastidores de Brasília, a decisão também elevou a tensão diplomática entre os dois países. Integrantes do governo do presidente Lula da Silva (PT) avaliam os impactos políticos, econômicos e jurídicos da medida e defendem cautela antes de qualquer reação oficial mais dura contra Washington.
Aliados do Palácio do Planalto demonstram preocupação com possíveis sanções.
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