Justiça Federal manda soltar MC Ryan SP
O funkeiro foi preso em abril a pedido do TSJ; MC Poze do Rodo e os influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão também foram liberados com a autorizção do habeas corpus
A Justiça Federal autorizou o habeas corpus do funkeiro MC Ryan SP e determinou sua soltura. Ele estava preso em razão da investigação da Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a rifas clandestinas, bets ilegais e tráfico internacional de drogas. O cantor foi preso em abril e estava na Penitenciária II de Mirandópolis, no interior de São Paulo.
Junto ao funkeiro, a Justiça também concedeu liberdade a Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo. Além deles, os influenciadores Chrys Dias e sua esposa, Débora Paixão, também foram beneficiados pelo habeas corpus.
Prisão decretada
A Justiça Federal decretou a prisão preventivados dos cantores MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e o influenciador Rafael Souza Oliveira – dono da Choquei – e os demais envolvidos na Operação Narcofluxo. Eles são suspeitos de participarem de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.
A decisão atende a uma solicitação feita pela Polícia Federal no dia 23 de abril após o pedido feito após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus aos alvos da operação.
A decisão do STJ aponta a existência de “flagrante ilegalidade” na determinação da Quinta Vara Federal Criminal de Santos, que havia decretado a prisão temporária do cantor e os outros envolvidos.
Alvos da Operação Narco Fluxo
Os investigados haviam sido presos temporariamente no último dia 15, durante a Operação Narco Fluxo da Polícia Federal. Segundo a PF, o grupo utilizava mecanismos de ocultação e dissimulação de recursos, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptomoedas.
Mais cedo, o escritório Cassimiro & Galhardo Advogados, que representa MC Ryan, confirmou em nota a determinação do ministro. “A consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”, diz o comunicado.
A defesa de Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, afirmou à Jovem Pan que a decisão do STJ evidencia a ilegalidade da prisão e reforça que os fatos serão devidamente esclarecidos no curso das investigações. Os advogados acrescentam que Raphael seguirá colaborando integralmente com as autoridades competentes.
*Com informações da Agência Brasil
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